O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é o braço coletivo do CRAS: onde o cuidado acontece em roda, oficina e encontro — e onde o SIABES já tem uma operação inteira construída.
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Pela Tipificação (Resolução CNAS 109/2009), o SCFV é um serviço complementar ao PAIF, realizado em grupos organizados por ciclo de vida. A aposta é que vínculo se constrói convivendo: encontros regulares, com percurso planejado, conduzidos por um orientador social — prevenindo isolamento, institucionalização e situações de risco.
Não espera o problema: cria espaços de pertencimento para quem tem vínculos fragilizados — o adolescente sem rede, o idoso isolado.
A intervenção é o próprio grupo. Diferente do PAIF (individualizado por família), aqui o instrumento de trabalho é a convivência entre pares.
O SCFV não substitui o acompanhamento familiar — alimenta e é alimentado por ele. A família do participante segue sendo a unidade de trabalho.
Na clínica de família da série: se o PAIF é a consulta com o profissional de referência, o SCFV é o grupo de caminhada que ele indica — o efeito terapêutico não está numa prescrição, está em aparecer toda semana, ser esperado pelos outros e ter um lugar. Com o cuidado de vocabulário de sempre: no SUAS ninguém "trata" ninguém — o grupo fortalece vínculos e garante convivência, que é um direito.
Os grupos se organizam pelas faixas etárias do SUAS — exatamente as seis que o SIABES já traz seedadas em age_ranges:
Crianças (com participação das famílias)
Crianças e adolescentes
Adolescentes e jovens
Jovens
Adultos
Pessoas idosas
Cada grupo tem encontros regulares com temática planejada (o "percurso"), um orientador/educador social que conduz, controle de frequência por participante, e regras de elegibilidade — faixa etária, turno, número de vagas. Quem supervisiona o conjunto é a equipe técnica do CRAS: o grupo é atividade, mas a leitura do que acontece nele é trabalho técnico.
Antes de 2013, a convivência era um arquipélago: PETI para trabalho infantil, Projovem Adolescente para jovens, grupos de idosos à parte — cada um com regra e dinheiro próprios. A Resolução CNAS 01/2013 unificou tudo num SCFV único, com duas invenções que definem o serviço até hoje:
Metade das vagas deve atender situações prioritárias: trabalho infantil, medida socioeducativa, acolhimento, situação de rua, violência/negligência, fora da escola, isolamento, deficiência. É o mecanismo que impede o SCFV de virar "clube de quem já está bem".
Sistema de Informações do SCFV: o município registra cada participante e sua situação prioritária. O cofinanciamento federal do serviço é calculado sobre esses registros — participante fora do SISC é vaga que o município paga sozinho.
Foi como pegar várias turmas avulsas de cursinhos diferentes e consolidar numa escola só, com grade única, diário de classe oficial (SISC) e política de bolsas com cota (os 50% prioritários). A "chamada" deixou de ser controle interno e virou base de financiamento.
Seguindo o filho adolescente da Dona Maria (a família do volume 1), com as paradas mapeadas no SIABES:
A técnica do PAIF identifica que ele precisa de convivência e o indica para um grupo de adolescentes. (Também se chega por demanda espontânea ou busca ativa.)
encaminhamento via atendimentoO grupo do turno da tarde está cheio (capacidade de vagas definida). Ele entra na fila do serviço, com motivo de entrada registrado.
waiting_listsmax_participantsVaga aberta, o sistema valida a elegibilidade — idade dentro da faixa do grupo, turno, gênero permitido — e ele vira participante.
group_participantsgroup_conditionsage_rangesToda semana: encontro com temática do percurso, educador responsável registrado, e presença marcada individualmente — presente, ausente, justificada ou abonada.
collective_meetingsfrequenciespillar_contentsEle quebra a perna e vai faltar um mês: a família apresenta justificativa temporária com atestado anexado, e as faltas do período não contam para desligamento automático (o grupo tem limite de faltas consecutivas).
temporary_justificationsconsecutive_absence_limitCompletou o ciclo (ou mudou de território, ou passou da faixa etária): sai do grupo com data e motivo — e o histórico permanece, alimentando a leitura da equipe técnica sobre a família.
end_date + exit_reasonO módulo collective_attendance é dos mais maduros do sistema — a operação do dia a dia está de pé:
Faixa etária SUAS, turno, capacidade, gênero, educador responsável, vínculo com o serviço da unidade.
Quatro status de presença, justificativas com anexo, limite de faltas consecutivas configurável por grupo.
Por serviço, com histórico de status e motivo de saída — a dor nº 1 levantada no CRAS piloto, já resolvida.
Encontros com temática (pilares/conteúdos), status, sala, educadores por encontro e registro retroativo.
Benefícios eventuais podem ser entregues e registrados dentro de um encontro de grupo.
Filtros, alertas de faixa etária, campo bolsista, aba de desligados — frutos das 14 demandas refinadas com o CRAS Boa Vista.
SIABES · AE3 Tecnologia — material interno de estudo do time de produto.